PLV3513 – Livro 24 – Diário, 21/04/2021
21/04/2021
O importante na vida é o que se faz para engrandecer o espírito. Não para si só, porque se torna pequeno demais. Há a necessidade de englobar outros seres no nosso fazer. Segundo São Paulo, “se eu não tiver caridade, serei como címbalo que retine”. É importante acrescentar mais seres dentro da caridade. Ela se estende ao universo. A caridade mais excelsa é a que se faz por pensamento, que não encontra fronteiras, que se dispersa pelo universo como gotas de sereno que vêm aliviar a dor, o sofrimento daqueles que não conseguiram, por si só, encontrar a fórmula e a forma de aliviar a carga de energias negativas que pesam sobre suas costas. O dar coisas materiais pode momentaneamente aliviar a fome, a míngua, a sede, mas pode não ser caridade. A caridade é levar alívio, junto com a doação, para aqueles espíritos sofredores, cuja pequena parte de seu problema está na fome de comida. A fome de energia talvez seja muito mais sofrida e precisa de uma palavra, um gesto, um carinho e um pensamento que mingue seu sofrimento, especialmente, espiritual. Sempre se esquece que a grande maioria dos problemas individuais ou coletivos são o “ato em sentido contrário” que se está quitando agora. Aquilo que não estiver contido aqui é para exercitar entre os homens, individualmente a paciência e, coletivamente, a caridade aliada à esmola, para muitos, e a doação para outros. Como diz São Paulo, “posso falar a língua dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, nada sou”.
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