Blog do Miguel Faccio

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RCD4361 Raios ou Chamas

O Grupo
Através de Steve Rother

A LINGUAGEM DOS ANJOS

continuação

Quando um ser ri de coração, energias conflitantes muitas vezes entram em harmonia por um instante. Medo e alegria não podem ocupar o mesmo espaço, pelo menos não da mesma maneira.

A raiva perde sua intensidade. A tristeza se torna mais suave e fluida. A vergonha se liberta e se transforma em aceitação.

Simplificando, o humor interrompe o antigo padrão energético por tempo suficiente para que a luz entre. Não é que o riso negue suas emoções. Pelo contrário, ele permite que as emoções se movam, respirem e se reorganizem de forma mais equilibrada.

Muitos de vocês já devem ter percebido que, depois de uma boa gargalhada, sentem-se diferentes. Não se trata apenas de diversão, mas de um revigoramento.

Isso acontece porque o riso altera o ritmo de todo o seu campo energético. Ele traz um novo pulso ao sistema nervoso, uma nova energia ao corpo emocional e uma nova amplitude à mente. Nesse estado, a cura se torna mais possível.

Sim, queridos, o riso pode curar fisicamente.

O corpo não foi projetado apenas para suportar, mas sim para se renovar. Porém, a renovação se torna difícil quando o corpo é constantemente inundado por sinais de estresse, contrações energéticas e fardos emocionais. O riso começa a liberar esses fardos.

À medida que os músculos relaxam, o riso aprofunda a respiração. Estimula a circulação e altera a química do corpo. O corpo recebe a mensagem de que está seguro o suficiente, pelo menos por um momento, para se libertar das defesas. É nesse desapego que a cura começa.

Os seres humanos muitas vezes buscam a cura apenas pelo esforço. Eles se esforçam, analisam, corrigem e lutam. Contudo, parte da cura vem da libertação, e não do controle; ela começa quando o corpo se lembra da alegria.

Uma gargalhada que sacode a barriga e suaviza o rosto não é algo pequeno, é um ato de restauração. Ela lembra a cada sistema do corpo físico que a vida ainda está em movimento, ainda cantando e ainda repleta de possibilidades. Não subestimem a sacralidade de um sorriso ou a magia de uma risada.

continua

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