PLV3567 – Livro 24 – Diário, 14/06/2021
14/06/2021
Se tivéssemos a mínima ideia de nossa realidade de existência, certamente não andaríamos tanto na contramão do desenvolvimento espiritual. Teremos um pouco mais de zelo com relação a nós mesmos, falo do espírito, não do corpo físico. O corpo físico é o veículo do espírito para interagir na matéria, mas se adonou do domínio dos bens materiais e, com isso, considera-se dono de sua vida ou de sua morte, e não somente a sua, mas a dos outros corpos também. Inverteu totalmente os valores humanos, em sua vida, e, em consequência, não cabem um espírito. No entanto, é tão limitado como o dia, tem seu início e tem seu fim, e nesse interstício tudo lhe pertence. Pobre ser humano, seu orgulho o leva, e levou em todas as suas existências passadas, por estradas repletas de pedras e espinhos, pois foi a única coisa que seu belo e atlético corpo conseguiu fazer, e a quem lhe dá a vida e a existência, que é ele mesmo, não o corpo que é apenas um cavalo de batalha, teve que criar costas largas para poder carregar e exorcizar toda a insanidade de um corpo rebelde, que não é capaz de ver e sentir nada além de seu umbigo. A ignorância de nossa realidade, de uma dualidade múltipla, e de um ser que está escondido dentro do belo corpo, que é a real individualidade de cada ser, nos faz resgatar necessidades inexistentes à essência, apenas existentes na ignorância de um corpo físico e um consciente exterior malformado.
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