{"id":58,"date":"2013-09-07T00:00:53","date_gmt":"2013-09-07T00:00:53","guid":{"rendered":"http:\/\/miguelfaccio.com.br\/blog\/?p=58"},"modified":"2013-09-15T19:42:35","modified_gmt":"2013-09-15T19:42:35","slug":"ebh007-o-porque-das-dores-sofrimentos-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.miguelfaccio.com.br\/blog\/index.php\/ebh007-o-porque-das-dores-sofrimentos-parte-1\/","title":{"rendered":"EBH007 &#8211; O Porqu\u00ea das Dores Sofrimentos (parte 1)"},"content":{"rendered":"<p>\u201cSomente na vida futura podem efetivar-se as compensa\u00e7\u00f5es que Jesus promete aos aflitos da terra. Sem a certeza do futuro, estas m\u00e1ximas seriam um contrassenso; mais ainda: seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, dificilmente se compreende a conveni\u00eancia de sofrer para ser feliz. \u00c9, dizem, para se Ter maior m\u00e9rito. Mas, ent\u00e3o, pergunta-se: por que sofremos uns mais do que outros? Porque nascem uns na mis\u00e9ria e outros na opul\u00eancia, sem coisa alguma haverem feito que justifique essas posi\u00e7\u00f5es? Por que uns nada conseguem, ao passo que a outros tudo parece sorrir? Todavia, o que ainda menos se compreende \u00e9 que os bens e os males sejam t\u00e3o desigualmente repartidos entre o v\u00edcio e a virtude; e que os homens virtuosos sofrem, ao lado dos que mais prosperam. A f\u00e9 no futuro pode consolar e infundir paci\u00eancia, mas n\u00e3o explica essas anomalias, que parecem desmentir a justi\u00e7a de Deus. Entretanto, desde que admita a exist\u00eancia de Deus, ningu\u00e9m pode conceber sem o infinito da perfei\u00e7\u00e3o. Ele necessariamente tem todo o poder, toda a justi\u00e7a, toda a bondade, sem o que n\u00e3o seria Deus. Se \u00e9 soberanamente bom e justo, n\u00e3o pode agir caprichosamente, nem com parcialidade. Logo, as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus \u00e9 justo, justa h\u00e1 de ser essa causa. Isso o de que cada um deve bem compenetrar-se. Por meio dos ensinos de Jesus, Deus p\u00f4s os homens na dire\u00e7\u00e3o dessa causa, e hoje, julgando-os suficientemente maduros para compreend\u00ea-la, lhe revela completamente a aludida causa, por meio do Espiritismo, isso \u00e9 , a palavra dos Esp\u00edritos.<\/p>\n<p>De duas esp\u00e9cies s\u00e3o as vicissitudes da vida, ou, se preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas t\u00eam sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.<br \/>\nRemontando-se \u00e0 origem dos males terrestres, reconhecer-se-\u00e1 que muitos s\u00e3o consequ\u00eancias naturais do car\u00e1ter e do proceder dos que os suportam.<br \/>\nQuantos homens caem por sua pr\u00f3pria culpa! Quantos s\u00e3o v\u00edtimas de sua imprevid\u00eancia, de seu orgulho e de sua ambi\u00e7\u00e3o!<br \/>\nQuantos se arru\u00ednam por falta de ordem, de perseveran\u00e7a, pelo mau proceder, ou por n\u00e3o terem sabido limitar seus desejos!<br \/>\nQuantas uni\u00f5es desgra\u00e7adas, porque resultam de um c\u00e1lculo de interesse ou de vaidade e nas quais o cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o tomou parte alguma!<br \/>\nQuantas dissens\u00f5es e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de modera\u00e7\u00e3o e menos suscetibilidade!<br \/>\nQuantas doen\u00e7as e enfermidades decorrem da intemperan\u00e7a e dos excessos de todo o g\u00eanero!<br \/>\nQuantos pais s\u00e3o infelizes com seus filhos, porque n\u00e3o lhes combateram desde o princ\u00edpio as m\u00e1s tend\u00eancias! Por fraqueza, ou indiferen\u00e7a, deixaram que nelas se desenvolvessem os germes do orgulho, do ego\u00edsmo e da tola vaidade, que produzem a secura do cora\u00e7\u00e3o; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de defer\u00eancia com que s\u00e3o tratados e da ingratid\u00e3o deles.<br \/>\nInterroguem friamente suas consci\u00eancias todos os que s\u00e3o feridos no cora\u00e7\u00e3o pelas vicissitudes e decep\u00e7\u00f5es da vida; remontem passo a passo \u00e0 origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, n\u00e3o poder\u00e3o dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa n\u00e3o estaria em semelhante condi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA quem, ent\u00e3o, h\u00e1 de o homem responsabilizar por todas essas afli\u00e7\u00f5es, sen\u00e3o a si mesmo? O homem, pois em grande n\u00famero de casos, \u00e9 o causador de seus pr\u00f3prios infort\u00fanios; mas, em vez de reconhec\u00ea-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Previd\u00eancia, a m\u00e1 fortuna, a m\u00e1 estrela, ao passo que a m\u00e1 estrela \u00e9 apenas a sua inc\u00faria.<br \/>\nOs males dessa natureza fornecem, indubitavelmente, um not\u00e1vel contingente ao c\u00f4mputo das vicissitudes da vida. O homem as evitar\u00e1 quando trabalhar por se melhorar moralmente, tanto quanto intelectualmente.<br \/>\n(ALLAN KARDEC)<\/p>\n<p>Todos os pensamentos palavras e obras que praticamos em nossas vidas s\u00e3o gravados em nosso corpo astral (per\u00edspirito segundo Kardec). Seria mais ou menos o que ocorre com um computador. Todas as informa\u00e7\u00f5es que lhe forem fornecidas ele as ret\u00e9m na mem\u00f3ria atrav\u00e9s de um disco. Estas informa\u00e7\u00f5es poder\u00e3o a qualquer momento surgir na tela quando da necessidade do operador.<br \/>\nTamb\u00e9m, podemos estender esta compara\u00e7\u00e3o a um DVD. As imagens iniciais s\u00e3o gravadas por uma c\u00e2mara de v\u00eddeo, que, grava no disco r\u00edgido e depois passado a um DVD, podem ser reproduzidas a qualquer momento. Todos os nossos pensamentos, palavras e a\u00e7\u00f5es s\u00e3o gravados em nosso corpo astral. Bons pensamentos, boas palavras e boas a\u00e7\u00f5es, s\u00e3o gravados como focos luminosos e os maus pensamentos, m\u00e1s palavras e m\u00e1s a\u00e7\u00f5es s\u00e3o gravados como pontos escuros.<br \/>\nNas pr\u00f3ximas encarna\u00e7\u00f5es, estes focos de luz nos auxiliar\u00e3o e os focos escuros, transformam-se em doen\u00e7as ou percal\u00e7os que devemos resgatar ou limpar. Este processo repete-se at\u00e9 que todo o nosso corpo astral se torne brilhante, sem m\u00e1culas. A\u00ed ent\u00e3o teremos alcan\u00e7ado a faixa dos puros esp\u00edritos. A partir da\u00ed n\u00e3o mais necessitaremos reencarnar na terra, a n\u00e3o ser em miss\u00f5es especiais, como Jesus, S\u00e3o Francisco de Assis e muitos outros esp\u00edritos que passaram por este planeta dando-nos a concep\u00e7\u00e3o de pureza, humildade, do desapego dos bens terrenos e em s\u00edntese de todas aquelas virtudes necess\u00e1rias a um esp\u00edrito perfeito.<br \/>\nTodas as informa\u00e7\u00f5es gravadas em nosso corpo astral s\u00e3o na medida do que Deus julgar necess\u00e1rio, transferidas para o corpo f\u00edsico, atrav\u00e9s do que chamamos ajuste c\u00e1rmico. Este ajuste \u00e9 feito, embora n\u00e3o necessariamente, no mesmo ponto onde houve o desajuste. Mais ou menos como na \u201cLei de Tali\u00e3o\u201d. Por exemplo, aquele que \u00e9 um beberr\u00e3o, que est\u00e1 destruindo seu f\u00edgado pelo \u00e1lcool, poder\u00e1 em sua pr\u00f3xima encarna\u00e7\u00e3o sofrer intensamente do pr\u00f3prio f\u00edgado. N\u00e3o pelo fato da \u201cLei de Tali\u00e3o\u201d, mas porque o seu desajuste degenerou sua contraparte no corpo astral. Este desajuste ser\u00e1 transmitido ao corpo f\u00edsico, porque na gesta\u00e7\u00e3o ele se molda de acordo com as caracter\u00edsticas principais do Corpo Astral. Partindo da\u00ed, o fato gerador para o ajuste de uma desarmonia causada na natureza pelo pr\u00f3prio esp\u00edrito. Neste caso, a natureza foi um \u00f3rg\u00e3o de seu pr\u00f3prio corpo.<br \/>\nComo no exemplo do \u201cJo\u00e3o\u201d anteriormente citado, poderia perguntar-se: o que fiz para sofrer tanto do f\u00edgado? A resposta est\u00e1 na quantidade de \u00e1lcool ingerido em sua vida anterior. Quantidade esta que causou uma desarmonia ou a destrui\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es daquele \u00f3rg\u00e3o, de tal forma que este desajuste fixado em seu corpo astral ai permanecer\u00e1 at\u00e9 que haja a repara\u00e7\u00e3o total do desajuste causado.<br \/>\nInfelizmente a medicina na \u00e9poca da Renascen\u00e7a, quando das grandes descobertas, dos saltos evolutivos realizados por todas as \u00e1reas das ci\u00eancias humanas, desligou-se da religi\u00e3o. Tentou caminhar isoladamente no dif\u00edcil caminho da evolu\u00e7\u00e3o. Melhor, aliou-se ao materialismo, julgando o ser humano unicamente mat\u00e9ria, desagregando-o do esp\u00edrito. Desta forma na pesquisa isolada, n\u00e3o soube perceber a causa das doen\u00e7as. Para ela somente era aceit\u00e1vel aquilo que poderia ser percebido nas lentes de um microsc\u00f3pio. Embora atualmente pelas pesquisas realizadas haja descobertas, que vem demonstrar que aquilo que hoje temos como verdade absoluta, amanh\u00e3 poder\u00e1 n\u00e3o ser. Mesmo assim a medicina insiste em separar o bin\u00f4mio esp\u00edrito\/mat\u00e9ria, ambos necess\u00e1rios um ao outro no caminho evolutivo da humanidade.<br \/>\nNo momento em que a medicina como um todo, conseguir retornar \u00e0s origens, onde o m\u00e9dico, como nas tribos ind\u00edgenas \u00e9 um misto de curandeiro e paj\u00e9. Haver\u00e1 ent\u00e3o a uni\u00e3o de duas potentes for\u00e7as na busca de um mesmo resultado. Quero com isso dizer que o m\u00e9dico dever\u00e1 tratar n\u00e3o somente a enfermidade, mas a causa que lhe deu origem. Esteja ela vinculada a esta ou a outra exist\u00eancia. No momento em que esta uni\u00e3o se efetivar, a medicina ir\u00e1 encontrar o rem\u00e9dio para muitos males considerados ainda incur\u00e1veis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cSomente na vida futura podem efetivar-se as compensa\u00e7\u00f5es que Jesus promete aos aflitos da terra. Sem a certeza do futuro, estas m\u00e1ximas seriam um contrassenso; mais ainda: seriam um engodo. Mesmo com essa certeza, dificilmente se compreende a conveni\u00eancia de sofrer para ser feliz. \u00c9, dizem, para se Ter maior m\u00e9rito. 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