{"id":56,"date":"2013-09-06T00:00:02","date_gmt":"2013-09-06T00:00:02","guid":{"rendered":"http:\/\/miguelfaccio.com.br\/blog\/?p=56"},"modified":"2013-09-15T19:42:25","modified_gmt":"2013-09-15T19:42:25","slug":"ebh006-pequeno-exemplo-parte-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.miguelfaccio.com.br\/blog\/index.php\/ebh006-pequeno-exemplo-parte-2\/","title":{"rendered":"EBH006 &#8211; Pequeno Exemplo (parte 2)"},"content":{"rendered":"<p>Sabemos atrav\u00e9s da ci\u00eancia, que na natureza nada se perde. Tudo se transforma. Assim podemos afirmar que, embora n\u00e3o tenhamos ainda a comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, toda a natureza, em todos os seus reinos evolui. O reino inferior evolui para o imediatamente superior, assim sucessivamente at\u00e9 o momento em que possa tornar-se uma individualidade (momento da nossa fecunda\u00e7\u00e3o espiritual). A nossa cria\u00e7\u00e3o propriamente dita.<\/p>\n<p>Quantos milh\u00f5es de anos foram necess\u00e1rios para a nossa gesta\u00e7\u00e3o? S\u00f3 Deus o sabe. Durante quantos milh\u00f5es de anos Deus nos alimentou e vestiu, tempo em que n\u00e3o t\u00ednhamos ainda o discernimento suficiente para caminhar com nossas pr\u00f3prias pernas? Quantos milh\u00f5es de anos se passaram do tempo em que j\u00e1 t\u00ednhamos a capacidade de procurar nosso pr\u00f3prio alimento? Fazer nossa pr\u00f3pria vestimenta; enfim do momento em que fomos capazes de usar nossa pr\u00f3pria intelig\u00eancia?<br \/>\nAlguns at\u00e9 afirmam que a humanidade atual est\u00e1 na inf\u00e2ncia da vida espiritual. De quantos milh\u00f5es de anos necessitaremos para alcan\u00e7ar a maturidade espiritual? Por quantos planetas vinculados a uma estrela que vemos no firmamento teremos que passar para nos tornarmos perfeitos? A evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 constante, n\u00e3o faz saltos, para alguns mais lenta, para outros mais r\u00e1pida. Mas inverossimilmente segue seu curso, porque \u00e9 uma das leis estabelecida por Deus, que todos os seres progridam at\u00e9 alcan\u00e7ar o mais alto grau de evolu\u00e7\u00e3o dentro de seu reino. A partir dai iniciar uma nova gesta\u00e7\u00e3o e um novo nascimento em um reino superior. Assim progressivamente at\u00e9 alcan\u00e7ar a evolu\u00e7\u00e3o m\u00e1xima que uma criatura de Deus pode alcan\u00e7ar.<br \/>\nRetornemos ao assunto para tentarmos entender as rela\u00e7\u00f5es entre o esp\u00edrito e o corpo e vice versa.<br \/>\nNosso corpo \u00e9 a mesma coisa que um terno. Por si s\u00f3 n\u00e3o tem vida. \u00c9 um objeto inerte (composto dos mesmos elementos qu\u00edmicos que um animal ou vegetal) com a morte, estes elementos se volatilizam e retornam \u00e0 natureza donde promanam. Quem d\u00e1 vida ao corpo \u00e9 o esp\u00edrito. Quem tem sensa\u00e7\u00f5es \u00e9 o esp\u00edrito. As dores, o amor, o \u00f3dio, a compaix\u00e3o, o desespero, o orgulho, a humildade etc. s\u00e3o atributos do esp\u00edrito.<br \/>\nAssim como o terno comprado por Jo\u00e3o, n\u00e3o tem sensa\u00e7\u00f5es porque n\u00e3o tem vida. O terno se movimenta porque est\u00e1 vestindo o Jo\u00e3o. Nosso corpo por si s\u00f3 n\u00e3o tem vida. Quem tem vida \u00e9 o esp\u00edrito. Com a diferen\u00e7a que o terno est\u00e1 vestindo o Jo\u00e3o externamente, ao passo que o corpo se liga ao esp\u00edrito atrav\u00e9s de cada c\u00e9lula, cada tecido e cada \u00f3rg\u00e3o. No momento em que h\u00e1 a ruptura destes la\u00e7os, surge a morte. O esp\u00edrito n\u00e3o \u00e9 um cativo perp\u00e9tuo do corpo como um prisioneiro dentro de uma cela. Ele obt\u00e9m relativa liberdade de sair do corpo, quando este dorme. Mas as suas liga\u00e7\u00f5es com o corpo continuam atrav\u00e9s do cord\u00e3o de prata (vis\u00edvel aos videntes, e demonstrado num dos filmes de Chilrey Maclain, denominado Minhas Vidas). Ele funciona como os cabos de uma TV, onde o que \u00e9 visto na c\u00e2mara, aparece no v\u00eddeo. A liga\u00e7\u00e3o da c\u00e2mara com o v\u00eddeo s\u00e3o os cabos el\u00e9tricos. Enquanto estes estiverem ligados, continuam recebendo e transmitindo. O cabo \u00e9 a liga\u00e7\u00e3o entre os circuitos da c\u00e2mara e do v\u00eddeo.<br \/>\nNestes momentos de liberdade, o esp\u00edrito tem consci\u00eancia do porque de suas provas, dores e sofrimentos. O corpo n\u00e3o as tem, porque a \u00fanica consci\u00eancia do corpo f\u00edsico \u00e9 daquilo que ele vivenciou. Muitas coisas que fizemos ainda na tenra idade continuam presentes em nossa mente como se tivessem acontecido h\u00e1 poucos dias. Ou- Muit\u00edssimas, embora tentemos, n\u00e3o conseguiremos a m\u00ednima lembran\u00e7a. Se j\u00e1 temos certa dificuldade de lembrar coisas que aconteceram em nossas vidas h\u00e1 pouco tempo, como vamos exigir que nossa mem\u00f3ria f\u00edsica alcance fatos acontecidos em \u00e9pocas remotas, onde quem esteve presente foi nosso esp\u00edrito e n\u00e3o o corpo.<br \/>\n\u00c9 certo que nossa raz\u00e3o, um tanto embotada por preconceitos especialmente religiosos, por teorias bisonhas ou simplesmente por pregui\u00e7a mental, se nega muitas vezes a admitir o \u00f3bvio. N\u00e3o existe porque n\u00e3o compreendo. Quantas vezes agimos como avestruz, enfiando a cabe\u00e7a na areia em vez de a utilizarmos para a finalidade que ela tem; que \u00e9 ser ve\u00edculo da raz\u00e3o, da l\u00f3gica, do racioc\u00ednio? Quantas cabe\u00e7adas ter\u00edamos evitado em nossas vidas se nos ativ\u00e9ssemos um pouco, antes de fazermos qualquer coisa a fim de raciocinar para ver a melhor resolu\u00e7\u00e3o a tomar? Quanto a isso, os franceses tem um prov\u00e9rbio muito bom que diz: \u201cLa t\u00eate e toujours la d\u00fcpe du coeur\u201d. Traduzindo: \u201cA cabe\u00e7a \u00e9 sempre o engano do cora\u00e7\u00e3o\u201d. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida nenhuma, se nos deixarmos levar pela raz\u00e3o somente, fatalmente teremos que rever nossas posi\u00e7\u00f5es. Ao passo que quando nossas a\u00e7\u00f5es tiverem o crivo da emo\u00e7\u00e3o e o aval de quem sopesou os pr\u00f3s e os contras, as chances de um acerto s\u00e3o muito maiores. N\u00e3o quer dizer que n\u00e3o se possa errar. A margem de erro \u00e9 que se torna muito menor. Se base\u00e1ssemos todos os nossos atos nos ditames da emo\u00e7\u00e3o e ap\u00f3s deix\u00e1ssemos a raz\u00e3o agir com toda a intensidade, ter\u00edamos muito mais momentos de alegrias profundas e duradouras.<br \/>\nO nosso corpo funciona mais ou menos como um computador. O computador s\u00f3 ter\u00e1 dados em sua mem\u00f3ria, se estes lhe forem fornecidos atrav\u00e9s de um programa ou pacientemente implantados letra por letra ou n\u00famero por n\u00famero. O corpo s\u00f3 tem consci\u00eancia daquilo que ele vivenciou. N\u00e3o tem consci\u00eancia das vidas anteriores do esp\u00edrito porque n\u00e3o vivenciou estas vidas. Com o aperfei\u00e7oamento moral (evolu\u00e7\u00e3o) do esp\u00edrito, este pode tomar certa consci\u00eancia das vidas pregressas, quando isto for \u00fatil ao esp\u00edrito ou a coletividade.<br \/>\nPodemos lembrar aqui, um filme muito \u00fatil e instrutivo, intitulado \u201cHAYDY\u201d. No enredo: \u201cUm padre \u00e9 levado a rever sua f\u00e9 quando uma menina teima em relatar fatos de sua vida passada. Em visita ao local onde teria vivido esta outra vida, a menina e o padre fazem descobertas que mudar\u00e3o suas vidas\u201d. O Diretor Fran\u00e7ois Williers, soube passar aos atores Julian Sandes e Stephane Audram, toda a profundidade que o assunto requeria.<br \/>\nPara a grande maioria das pessoas, podem surgir lampejos de mem\u00f3ria de vidas anteriores, quando ao verem pessoas e lugares, terem a intui\u00e7\u00e3o de j\u00e1 os ter visto. Isto acontece, quando estas pessoas ou lugares imprimirem fortes sensa\u00e7\u00f5es ao esp\u00edrito, naquela vida, situa\u00e7\u00e3o em que ao rev\u00ea-las, mas em outro corpo, o esp\u00edrito sente emo\u00e7\u00e3o t\u00e3o grande que transfere ao atual corpo estas sensa\u00e7\u00f5es. O corpo embora n\u00e3o estivesse l\u00e1, passa a sentir em intensidade bem menor estas mesmas sensa\u00e7\u00f5es.<br \/>\nNa trajet\u00f3ria do esp\u00edrito rumo a perfei\u00e7\u00e3o, j\u00e1 passamos por milhares de ternos (corpos). J\u00e1 usamos ternos (corpos) de reis a mendigos. Para nossa perfeita evolu\u00e7\u00e3o, Deus nos concede todos os tipos de experi\u00eancias. Condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para alcan\u00e7armos o grau mais elevado da evolu\u00e7\u00e3o espiritual, dentro de nossa condi\u00e7\u00e3o humana, tornando-nos aptos a ingressar no reino angelical.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sabemos atrav\u00e9s da ci\u00eancia, que na natureza nada se perde. Tudo se transforma. Assim podemos afirmar que, embora n\u00e3o tenhamos ainda a comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, toda a natureza, em todos os seus reinos evolui. O reino inferior evolui para o imediatamente superior, assim sucessivamente at\u00e9 o momento em que possa tornar-se uma individualidade (momento da nossa [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false},"categories":[4],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.miguelfaccio.com.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.miguelfaccio.com.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.miguelfaccio.com.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.miguelfaccio.com.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.miguelfaccio.com.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=56"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.miguelfaccio.com.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":82,"href":"https:\/\/www.miguelfaccio.com.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/56\/revisions\/82"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.miguelfaccio.com.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=56"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.miguelfaccio.com.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=56"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.miguelfaccio.com.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=56"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}