{"id":43,"date":"2013-09-03T00:00:46","date_gmt":"2013-09-03T00:00:46","guid":{"rendered":"http:\/\/miguelfaccio.com.br\/blog\/?p=43"},"modified":"2013-09-15T19:42:00","modified_gmt":"2013-09-15T19:42:00","slug":"ebh003-bem-aventurados-os-aflitos-porque-serao-consolados-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.miguelfaccio.com.br\/blog\/index.php\/ebh003-bem-aventurados-os-aflitos-porque-serao-consolados-parte-1\/","title":{"rendered":"EBH003 &#8211; Bem aventurados os aflitos porque ser\u00e3o consolados (parte 1)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">(Mateus 5,4).<\/p>\n<p>Temos nestas palavras de Jesus, a esperan\u00e7a de que nossos sofrimentos ter\u00e3o sua recompensa. Mas, h\u00e1, de aqui fazermos uma reflex\u00e3o necess\u00e1ria. Todos n\u00f3s sofremos, pois a terra ainda \u00e9 um planeta de provas e expia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Por mais abastado ou mais paup\u00e9rrimo que algu\u00e9m possa ser sempre haver\u00e1 algum problema que o aflige. Todos os que vemos bem vestidos, com o exterior demonstrando alegria, quase sempre no fundo de seus olhos escondem grandes tristezas e sofrimentos. Isto facilmente leva a pessoa a blasfemar contra Deus, taxando-o de injusto, de mesquinho de outras coisas mais.<\/p>\n<p>De uma coisa, temos que ter certeza: Todas as religi\u00f5es pregam a Bondade, a Sabedoria e a miseric\u00f3rdia infinitas de Deus. \u00c9 disso que temos que imbuir os nossos cora\u00e7\u00f5es. Temos que racionalmente, ainda que nos pare\u00e7a dif\u00edcil ou imposs\u00edvel, admitir que Deus \u00e9 justo, como disse Jesus: \u201c<i>d\u00e1 a cada um segundo suas obras<\/i>\u201d(Lucas 19 11-28 e Mateus 25 14-30), na par\u00e1bola dos talentos, conforme podemos relembrar abaixo: <i>\u201cO reino dos c\u00e9us ser\u00e1 tamb\u00e9m como um homem que, tendo de viajar, reuniu seus servos e confiou-lhes seus bens. A um deu cinco talentos, a outro dois e ao outro um, segundo a capacidade de cada um. Depois partiu. Logo em seguida, o que recebeu cinco talentos negociou com eles, f\u00ea-los produzir, e ganhou outros cinco. Do mesmo modo, o que recebeu dois, ganhou outros dois. Mas, o que recebeu apenas um, foi cavar a terra e escondeu o dinheiro do seu senhor. Muito tempo depois, o senhor daqueles servos voltou e pediu-lhes contas. O que recebeu cinco talentos, aproximou-se e apresentou outros cindo: \u201cSenhor, disse-lhe, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco que ganhei\u201d. Disse-lhe seu senhor: \u201cMuito bem, servo bom e fiel, j\u00e1 que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. \u201cVem regozija-te com teu senhor\u201d. O que recebeu dois talentos adiantou-se tamb\u00e9m e disse: \u201cSenhor, confiaste-me dois talentos; eis aqui dois outros que lucrei\u201d. Disse-lhe o seu senhor: \u201cMuito bem, servo bom e fiel, j\u00e1 que foste fiel no pouco eu te confiarei muito. \u201cVem regozija-te com teu senhor\u201d. Veio tamb\u00e9m o que recebeu s\u00f3 um talento: \u201cSenhor, disse-lhe, sabia que \u00e9 um homem duro, que colhes onde n\u00e3o espalhaste\u201d. Por isso, tive medo e fui esconder teu talento na terra. \u201cEis aqui, toma o que te pertence\u201d Respondeu-lhe o senhor. \u201cServo mau e pregui\u00e7oso\u201d! Sabias que colho onde n\u00e3o semeei e que recolho onde n\u00e3o espalhei. Devias, pois, Ter levado o meu dinheiro ao banco, e \u00e0 minha volta, eu receberia com juros o que \u00e9 meu. Tirai-lhe este talento e dai-o a quem tem dez. Dar-se-\u00e1 ao que tem e ter\u00e1 em abund\u00e2ncia. Mas ao que n\u00e3o tem tirar-se-\u00e1 mesmo aquilo que julga ter. E a esse servo in\u00fatil, jogai-o nas trevas exteriores: ali haver\u00e1 choro e ranger de dentes\u201d.<\/i><\/p>\n<p><i>\u00a0<\/i>Embora tudo nos pare\u00e7a diante dos olhos como problemas, dor e sofrimento, a nossa mente tem por obriga\u00e7\u00e3o de admitir a justi\u00e7a divina. \u00c9 partindo do princ\u00edpio que Deus \u00e9 Justo, Bom, Misericordioso e S\u00e1bio, que devemos embasar toda a nossa l\u00f3gica racional. Se Deus \u00e9 Justo, n\u00e3o nos faz injusti\u00e7a. Se Deus \u00e9 Bom, n\u00e3o ir\u00e1 admitir que seus filhos sofram pelo belo prazer da sorte. Se Deus \u00e9 misericordioso, n\u00e3o deixar\u00e1 de estender m\u00e3o socorredora \u00e0queles que o imploram.<\/p>\n<p><i>\u201cEle necessariamente tem todo o poder, toda a justi\u00e7a, toda a bondade, sem o que n\u00e3o seria DEUS. Se \u00e9 soberanamente bom e justo, n\u00e3o pode agir caprichosamente nem com parcialidade. Logo as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois, que Deus \u00e9 justo, justa h\u00e1 de ser essa causa. Isso o de que cada um deve bem compenetrar-se. Por estas palavras: Bem aventurados os aflitos, pois que ser\u00e3o consolados, Jesus aponta a compensa\u00e7\u00e3o que h\u00e3o de Ter os que sofrem e a resigna\u00e7\u00e3o que leva o padecente a bendizer do sofrimento, como prel\u00fadio da cura. Tamb\u00e9m podem estas palavras ser traduzidas assim: Deveis considerar-vos felizes por sofrerdes, visto que as dores deste mundo s\u00e3o o pagamento da d\u00edvida que as vossas passadas faltas vos fizeram contrair; suportadas pacientemente na terra, essas dores vos poupam s\u00e9culos de sofrimentos na vida futura. Deveis pois sentir-vos felizes por reduzir Deus a vossa d\u00edvida, permitindo que a saldeis agora, o que vos garantir\u00e1 a tranquilidade no porvir. O homem pode suavizar ou aumentar o amargor de suas provas, conforme o modo por que encare a vida terrena. Tanto mais sofre ele, quanto mais longa se lhe afigura a dura\u00e7\u00e3o do sofrimento, Ora, aquele que a encara pelo prisma da vida espiritual apanha, num golpe de vista, a vida corp\u00f3rea. Ele a v\u00ea como um ponto no infinito, compreende lhe a curteza e reconhece que este penoso momento ter\u00e1 presto passado. A certeza de um pr\u00f3ximo futuro mais ditoso o sustenta e anima, longe de se queixar, agradece ao C\u00e9u as dores que o fazem avan\u00e7ar\u201d. <\/i>(Allan Kardec).<\/p>\n<p>O que normalmente acontece \u00e9 que n\u00e3o temos a sensibilidade de detectar de que forma Deus ouve nossas preces. Cabe aqui uma est\u00f3ria, muitas vezes repetida pela Senhora Marina Jobim, por muito tempo Presidente do Centro Esp\u00edrita Caminho da Luz, tentarei reproduzi-la.<\/p>\n<p><i>H\u00e1 muitos e muitos anos, um profeta que vivia como andarilho, pregando em todos os povoados por onde passava. Certo dia em sua caminhada habitual, com seu companheiro insepar\u00e1vel, um c\u00e3o.<\/i><\/p>\n<p><i>O tempo come\u00e7ou a escurecer, formou-se um temporal muito grande. Muitos rel\u00e2mpagos e trov\u00f5es pressagiavam chuva abundante. O santo homem substituiu sua medita\u00e7\u00e3o constante por uma prece pedindo a Deus que o protegesse contra aquele cataclismo que se formava no c\u00e9u. <\/i><\/p>\n<p><i>Levantando os olhos percebeu logo adiante um buraco. Aproximou-se, mas n\u00e3o pode entrar, porque saia do buraco um enorme enxame de abelhas. Continuou sua caminhada e sua prece. <\/i><\/p>\n<p><i>J\u00e1 escurecia e o santo homem v\u00ea uma \u00e1rvore muito grande e com um oco que poderia muito bem proteg\u00ea-lo; ao aproximar-se, um raio caiu na \u00e1rvore e rachou-a ao meio. Levantou os olhos ao c\u00e9u e disse: \u201cPai porque n\u00e3o me ouves, toda a minha vida tenho dedicada ao ensinamento de tuas leis e agora que preciso, parece que todos os elementos da natureza se voltam contra min\u201d.<\/i><\/p>\n<p><i>Continuando sua caminhada, adiante chegou a um rio e ao tentar passar por uma pinguela, uma rajada de vento arrebentou o cabo que a sustentava. J\u00e1 o c\u00e9u estava todo fechado por grossas e negras nuvens.<\/i><\/p>\n<p><i>Percebe ao longe cintilo de luz, como sinal de uma resid\u00eancia. Dirigiu-se para l\u00e1 e ao bater \u00e0 porta uma voz assustada lhe diz: \u201cV\u00e1 embora, n\u00e3o o conhecemos e n\u00e3o temos lugar para ningu\u00e9m\u201d. <\/i><\/p>\n<p><i>O profeta cabisbaixo afasta-se da casa e come\u00e7a e juntar palha para fazer um abrigo e proteger-se da chuva. A seguir um grande trov\u00e3o e um forte raio que caiu perto afugentaram o c\u00e3o deixando-o sozinho. Depois de algum tempo, ouve um tropel de cavalos e vozes, e em seguida a casa ardia em chamas.<\/i><\/p>\n<p><i>Pela manh\u00e3 encontrou um pescador que lhe ofereceu um peda\u00e7o de p\u00e3o, contou-lhe que a casa havia sido saqueada por um grupo de bandidos; do outro lado do rio, havia muita areia movedi\u00e7a, onde fatalmente o santo iria cair; a \u00e1rvore era a toca de uma matilha de lobos e o buraco na terra era o ninho de cobras muito venenosas. <\/i><\/p>\n<p><i>Quando o pescador acaba de contar-lhe esses fatos, o santo profeta ajoelha-se na terra e agradece a Deus por o haver protegido dos perigos, embora o tivesse deixando ao relento.<\/i><\/p>\n<p>Nossa grande dificuldade \u00e9 percebermos o atendimento de nossas preces. Nossas preces t\u00eam que se embasar de outras formas. Deus conhece todas as nossas necessidades com tal profundidade que levou Jesus a dizer: <i>\u201cNem um fio de cabelo cair\u00e1 de vossa cabe\u00e7a sem que o Pai disso tome conhecimento\u201d.<\/i> Se Deus o sabe, porque continuar pedindo.<\/p>\n<p>continua&#8230;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Mateus 5,4). Temos nestas palavras de Jesus, a esperan\u00e7a de que nossos sofrimentos ter\u00e3o sua recompensa. Mas, h\u00e1, de aqui fazermos uma reflex\u00e3o necess\u00e1ria. Todos n\u00f3s sofremos, pois a terra ainda \u00e9 um planeta de provas e expia\u00e7\u00f5es. Por mais abastado ou mais paup\u00e9rrimo que algu\u00e9m possa ser sempre haver\u00e1 algum problema que o aflige. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false},"categories":[4],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.miguelfaccio.com.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.miguelfaccio.com.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.miguelfaccio.com.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.miguelfaccio.com.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.miguelfaccio.com.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=43"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.miguelfaccio.com.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":86,"href":"https:\/\/www.miguelfaccio.com.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/43\/revisions\/86"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.miguelfaccio.com.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=43"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.miguelfaccio.com.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=43"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.miguelfaccio.com.br\/blog\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=43"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}